Eu, Robenylson de Oliveira, entrevistei no dia 30 de dezembro de 2020, Karoline Oliveira da Costa, nascida no dia 12 de janeiro de 1995. Ela tem 25 anos, é casada, autônoma, se autodeclara branca e reside no bairro Tangará na cidade de Rio Branco com o marido, o pai, seus quatro cachorros (Pandora, Fiorino, Lua e Tafarel) e o bebê (que ainda está na barriga). Por meio de sua entrevista – cedida pelo WhatsApp – ela nos conta como está sendo acompanhar seus seis meses de gravidez na incerteza da pandemia.

Gravidez na pandemia. Autônoma. Isolamento. 

Apresento o projeto e pergunto se ela tem interesse de ceder o seu relato para o projeto.

KAROLINE: Pode sim. Pode perguntar.

ROBENYLSON: Houve algum planejamento para gestação?

KAROLINE: Estava tentando há algum tempo, achei até que não pudesse mais engravidar, que teria algum problema. Mas, quando soube que estava grávida, depois de 1 ano de tentativas, me deu uma mistura de alegria e medo pelo momento que estamos passando.

ROBENYLSON: Sobre esse medo de engravidar durante a pandemia que eu queria que você comentasse um pouco… como foi esse momento de alegria e ao mesmo tempo de medo?

KAROLINE: Eu fiquei com muito medo. Confesso que até hoje ainda estou, cada mês vencido é uma vitória… evito até estar vendo jornal, pois me abala bastante.

ROBENYLSON: Queria que você comentasse como era a rotina da família e o que a pandemia mudou na rotina que vocês, o que faziam e deixaram de fazer.

KAROLINE: Nossa rotina é de reunir muitas pessoas, sair todos os finais de semana e mudou completamente… fico com medo. Sempre isolada.

ROBENYLSON: Queria que você comentasse um pouco qual foi a primeira reação em relação a pandemia. Como ficou sabendo? Quais eram as expectativas? Se preparou de alguma forma? Como foi o primeiro impacto de saber que estávamos passando por uma pandemia? Onde você estava?

KAROLINE: Quando eu fiquei sabendo, me assustei, mas não imaginei que iria tão longe… as minhas expectativas eram que duraria apenas uns meses e logo seria resolvido.

ROBENYLSON: Vocês puderam parar de trabalhar ou precisaram continuar trabalhando?

KAROLINE: Não podemos parar de trabalhar, porque somos autônomos e dependemos da venda para sobreviver.

ROBENYLSON: Então ninguém perdeu o emprego, né?

KAROLINE: Não, graças a Deus estamos trabalhando.

ROBENYLSON: Alguém pegou corona na casa de vocês ou na família, no grupo de amigos?

KAROLINE: Na nossa casa não, mas na família sim: minha irmã, meu cunhado e outros parentes mais distantes.

ROBENYLSON: Como está sendo acompanhar a gestação, fazer exames e etc. durante esse período? Você está tendo alguma dificuldade?

KAROLINE: Está sendo muito cauteloso, além da fadiga do uso da máscara…

ROBENYLSON: Como está a questão do isolamento na família? Ainda estão todos confinados em casa ou já se viram algumas vezes?

KAROLINE: Não mais, estamos nos vendo sim. Com todo cuidado, mas estamos.

ROBENYLSON: Os idosos da família ainda estão isolados ou visitam os outros parentes?

KAROLINE: A idosa que temos é a vó. Ela sempre está nas casas de parentes.

ROBENYLSON: Me conta quais são os teus planos para o futuro, quando isso passar.

KAROLINE: Meus planos são trabalhar muito e recuperar todo tempo perdido.

ROBENYLSON: E sobre o nascimento do bebê? Como você espera que estejam as condições para o nascimento dele?

KAROLINE: Espero que tenha passado a segunda onda do vírus. Só peço que ele venha com muita saúde.

ROBENYLSON: Tem alguma parte do relato que deseja retirar? Ou tem alguma sugestão a fazer na hora que eu for transcrever?

KAROLINE: Não, não.

ROBENYLSON: Se tiver algum agradecimento a fazer, sinta-se à vontade.

KAROLINE: Agradeço por ter sido escolhida para fazer parte desse projeto tão interessante.

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