No dia 20 de dezembro de 2020, eu, Camila Bylaardt, entrevistei Francisca Andressa de Melo Brandão Shanenawa. Andressa tem 20 anos; nasceu na Aldeia Morada Nova no dia 06 de junho de 2000. Ela cursa enfermagem na UNIP, é solteira e atualmente mora no bairro Nova Esperança, na cidade de Rio Branco. A entrevista foi feita pelo WhatsApp, de forma mista: escrita e falada por áudio. Andressa conta como foi a experiência de gerar e parir um filho durante a pandemia, mesmo sem ter tido qualquer planejamento.

Começo apresentando o projeto para a entrevistada:

Eu e a professora Ana Fiori estamos coordenando um projeto na UFAC chamado “As margens da pandemia: Relatos de Maternidade”. A ideia é conversarmos com pessoas que são mães, que sentiram que sua vida mudou de algum jeito nos últimos meses e que queiram nos contar essa experiência e compartilhar um pouco de sua vida. Vamos buscar relatos de mães acrianas ou que vivam aqui no Acre. As conversas vão fazer parte de um site na internet, e podem aparecer lá como áudio, com as nossas vozes, ou só como texto escrito. Seu nome pode aparecer ou não, de acordo com a sua escolha. Pode acontecer, em qualquer momento, de você se sentir desconfortável ou cansada, tocar em uma lembrança ou tema difícil. Se isso acontecer e você quiser mudar de assunto ou parar a conversa, é só dizer, é um direito seu. Podemos parar no meio e retomar depois. Se você quiser desistir em qualquer ponto, tudo bem. Se você quiser que alguma parte da conversa não seja colocada no site, a gente corta essa parte também. O importante é que você se sinta tranquila e que não seja prejudicada de nenhuma forma. Se você quiser, podemos mandar o arquivo do áudio e de texto para você ouvir ou ler antes de colocarmos no site. Só a gente que é da equipe vai ter acesso aos arquivos da gravação da nossa conversa, que vai ficar arquivada, e o público só vai ter acesso àquilo que você autorizar, incluindo seu nome e sua voz. Acreditamos que essa conversa pode ser um momento de partilha e acolhimento nesse período de isolamento, e que a sua experiência e a de outras pessoas vão ajudar a compreender melhor a pandemia do ponto de vista das mães. Se você precisar, pode entrar em contato com as professoras coordenadoras nos telefones (11) 992792889 – Ana e (68) 99591395 – Camila. Você concorda em conversar comigo e que essa conversa seja colocada no site depois?

ANDRESSA: Sim, concordo.

CAMILA: Agora, Andressa, a gente começa com a parte de respostas mais pessoais, tá? A primeira coisa que eu queria saber é sobre a sua gestação. Se ela foi planejada, se ela foi uma surpresa, se você desejou ter um filho ou não e como foi a sua gravidez. No dia em que conversamos pessoalmente, você falou que sua avó te ajudava, te tratava… Conta pra gente como foi esse planejamento, se houve planejamento, e como foi a gestação.

ANDRESSA: Então… minha gestação não foi planejada, porque eu não esperava ter filho agora. Como estou cursando a faculdade, eu pensava em ter depois que terminasse, tivesse estabilizada e tivesse condições de ter um filho. Eu imaginava que ter um filho agora seria difícil para lidar com a situação de cuidar do filho e estudar. Iria me sobrecarregar e não teria condições de continuar. Eu queria dar um futuro pro meu filho.

Não planejei com meu esposo, ele estava viajando para os Estados Unidos a trabalho e eu fiquei cursando. Quando a gente soube, quando eu fiz o teste, a gente ficou muito pensativo e eu mais ainda, porque ele estava nos Estados Unidos, estava acontecendo a pandemia e já tinha casos… e eu ficava pensando se esses casos de pandemia chegassem aqui… e eu grávida… como ia ser essa gestação? Como ia ser o nascimento? Abalou muito a gente… fiquei muito pensativa com a situação. Não foi planejada, nem por minha conta, nem por conta do meu parceiro. Foi uma fase em que aceitar e reconhecer que eu estava grávida foi muito difícil, por conta dos estudos e do sonho que eu tinha.

Minha gestação foi bastante ‘turbulosa’, porque quando eu soube que estava grávida, não tinha noção de nada. Eu estava cursando e terminei o semestre. Ainda estava em Rio Branco. Não tinha contado para nenhum familiar, só quem sabia era eu e meu parceiro. Terminei o semestre com enjoo, estava com três meses e começaram os enjoos na escola. Tinha dia que eu não consegui ir. Eu estava muito cansada, muito sonolenta e pensando em como seria a minha vida, qual seria a reação da minha família. Eu morava sozinha em Rio Branco e aquilo me acumulou muito… pensando na minha gestação. Ainda mais porque estava todo mundo com medo por causa do corona… todo mundo se isolando, todo mundo desesperado pensando que iria chegar aqui. Assim passou… com muito enjoos, tinha dia que eu não conseguia ir ‘pra’ escola. Tinha dia que eu não comia nada e até aí eu não fazia nenhum pré-natal.

Com três meses eu tive férias e fui pra aldeia. Meu esposo ainda não tinha chegado. Fui para uma aldeia em Tarauacá, nos yawanawa. Lá, como sou indígena, aproveitei que a barriga estava pequena pra tomar o huni, o daime, cheirar o rapé, passar a sananga, dançar o mariri nas nossas festas tradicionais. Eu fui junto com a minha comitiva. Foram sete horas andando de barco e os enjoos já ‘tinha’ parado. Eu estava ali para pensar na minha vida, pensar em como iria enfrentar tudo isso. Ali eu fiquei mais tranquila. Quando eu voltei da aldeia, fui para Feijó. Quando cheguei em Feijó – na minha casa, na aldeia – eu estava muito mal: tive febre, vomitei, com o corpo todo dolorido, estava com muita dor de cabeça e fui para o hospital. Quando eu fui no hospital, não tinha falado que estava grávida e lá disseram que era reação da gravidez. Quando eu contei para minha mãe e meu pai, eles me acolheram. Me senti mais bem ‘pra’ enfrentar a minha gestação, de cabeça erguida, porque eu estava me sentindo muito culpada, por ter um filho e ainda não ter terminado a faculdade. O meu sonho era terminar a faculdade e depois ter um filho. Eles me acolheram, falaram que isso acontece na hora que Deus permite. A gente não se preveniu, mas Deus sabe de todas as coisas.

E ali começou outra jornada: meu esposo chegou, a gente foi fazer ultrassom. Quando eu cheguei na aldeia, tenho uma avó que é parteira, a parteira mais velha dentro da comunidade indígena. Ela começou a acompanhar minha gestação, né? Ela mexia na minha barriga, colocava o bebê no lugar, media minha barriga, via minhas pernas e meus braços para ver se estavam muito inchados, perguntava se eu sentia muita dor. A partir dos quatro meses, eu comecei a ter acompanhamento da minha avó, a partir do momento que eu fui para a aldeia. Desde ali, toda semana ela fazia esse acompanhamento de ir a minha casa, mexer meu neném, para colocar no lugar, ficar encaixado, pra ver se eu tava inchada, se eu estava sentindo dor e também dava remédios medicinais para mim: chás; comia peixe que serviam para ‘dilatar’ minha vagina pra ter o neném; tomava remédio para não sentir muita dor na hora do parto. Fui acompanhada por uma parteira tradicional indígena. Foi até os nove meses esse acompanhamento. Fiz ultrassom também. Fiz acompanhamento com o médico, com enfermeiras e ‘tava tudo bem, ‘tava pra ser normal, ‘tava encaixado, era um menino – a gente viu no ultrassom. Aquela ansiedade, me preparando para ser mãe. As outras mães relatando como ia ser, como foi no parto delas. Eu conversava com muitas mães para saber a realidade de como era um parto e eu tinha muita curiosidade de saber como era a dor, o que você sentia e, nesse momento, quando eu dialogava com outras mulheres que já eram mães, eu me sentia mais preparada. Elas relatavam como foi na hora no parto delas – era só com mulheres indígenas – eu perguntava se sentiu dor, como foi… muitas relataram que teve os filhos na aldeia ou que não foi para o hospital, que ter o parto normal é muito melhor do que cesárea, que em uma semana você já está bem, andando.

Quando chegou aos nove meses, eu fui até uma clínica fazer ultrassom para ver se o neném estava bem, porque dias antes eu tinha sentido muita dor. Acordei a noite, chamei meu esposo, falei que senti muita dor, só que foi uma dor de meia hora. Quando eu falei isso, dois dias depois, a gente foi fazer ultrassom, pra ver como estava o bebê, se estava passando da hora… Pelas nossas datas já era pra ele ter nascido, na data dos médicos não era, não era tempo ainda. Quando a gente foi a clínica o médico deu surpresa pra gente de que já estava passando da hora, ‘tava sem líquido e se eu passasse mais três dias o bebê ia morrer. Nisso, eu me desesperei. Eu disse: “não, vou a outra clínica pra saber se é verdade isso”. Fui pra outra clínica, falou a mesma coisa, aí eu fui direto pra aldeia pegar as coisas do bebê. Quando eu cheguei na aldeia, minha mãe e meu esposo estavam comigo. Arrumei as coisas do bebê, tomei um banho e fomos para a maternidade. Quando chegamos, o médico falou que ia esperar. Já estava com casos de Covid em Feijó, já estavam com todas aquelas regras no hospital, sem poder acompanhar, de entrar só de máscara, de não entrar alimentação… então… foi uma situação que eu não esperava, sabe? Eu esperava as dores do parto, esperava aquela agonia de não ter dado à luz antes, mas não esperava sentir dor usando máscara. Você sabe que é agoniante a dor de ter um filho, o desespero… mas com a máscara é pior ainda, né? Porque em nenhum momento pode tirar a máscara, você fica agoniada, a respiração fica faltando, você já não sabe mais o que fazer. No caso, quando isso aconteceu, eu dizia que eu não ‘tava esperando isso. No final, disseram que tinha que ser cesárea meu parto, não ia ser normal. Eu passei das nove da manhã até as três horas sentindo dor, sentindo dor com aquela máscara na cara, que é pior ainda. Em nenhum momento você pode tirar, né? Eu tentava tirar e chegava a técnica: “coloca a máscara”. Você sabe que dar à luz… acho que toda mãe nunca esquece esse momento, mas eu não recomendo a ninguém dar à luz usando máscara, porque é um momento que você ‘tá fazendo força, agoniada, você ‘tá sentindo aquela dor e respirando fundo, usando máscara, em época de pandemia, com medo, né? Porque eu sou mãe e estava no grupo de risco com enfermeiros, técnicos e médicos – que estavam na linha de frente enfrentando a Covid. Pessoas entrando: gestantes, mães. Eu estava com muito medo do meu filho pegar corona, de eu pegar e levar até a minha comunidade, né? Estava com esse receio. Não foi fácil. Não foi fácil ter um bebê, ainda mais no começo da pandemia. Em Feijó, quando eu entrei, tinha um caso, quando eu estava lá dentro aumentou para 50 e 60, começou a aumentar… mas graças a Deus eu não peguei corona vírus, nem meu bebê. Tive cesárea e tive uma hemorragia, mas foi de meia hora. Depois, fiquei bem, estável.

Atualmente estou em Rio Branco. Meu bebê está na aldeia com a avó. Terminei o semestre e tudo correu bem. A gente está se cuidando ainda, nessa época de pandemia… uma coisa que eu queria deixar clara é que tudo passe logo, sabe? Porque não foi fácil ter filho na época da pandemia e ainda mais sentir dor com máscara.

CAMILA: Muito bonito o seu relato, muito impactante, realmente deve ter sido muito difícil parir nessas condições. Eu quis ouvir direitinho para saber o que te perguntar depois, mas eu também sou uma mãe na pandemia. Enquanto estou te entrevistando, estou cuidando de menino, fazendo comida e etc. Bom, conta para gente um pouco de como foi esse retorno para casa, você voltou para aldeia depois do parto? Ou você ficou em Feijó ou veio para Rio Branco? Você relatou que estava com medo de pegar a doença ou o bebê pegar e levar para aldeia. Conta para gente como foram os primeiros momentos do puerpério, da amamentação, de quem te ajudou, quem estava contigo? A sua mãe, a sua avó? Essa adaptação a nova Andressa pós-parto, pós bebê? Como foi começar a ser mãe do seu filho?

ANDRESSA: No pós-parto, graças a Deus, o bebê pegou o meu peito desde a primeira vez. Eu estava cirurgiada, foi uma cesárea. Eu fui para a aldeia. Foi uma dificuldade chegar até a aldeia, porque, como eu estava cirurgiada, tinha que descer um porto, entrar numa canoa, subir uma escada e andar cinco, dez minutos até a minha casa. Não foi fácil. Nesse trajeto eu encontrava pessoas, né? Quando eu saí do hospital, estavam meu esposo e minha mãe, sempre eles estavam me acompanhando na minha gestação. No pós-parto eles me ajudaram bastante também. Eu sempre encontrei pessoas, sabe? E eu sempre tomei cuidado de passar álcool em gel, usar máscara. Na aldeia estavam me esperando, tinham feito defumação, tinham feito alguns remédios tradicionais da aldeia. Já estavam em alerta, a aldeia já estava me esperando: “a Andressa está vindo do hospital, ninguém chega perto dela, só as pessoas que vieram com ela”. Eu cheguei em casa com o meu esposo, meu filho e minha mãe, tomei banho, passei álcool em gel e continuei de máscara. Eu e meu filho fomos direto para o quarto, ficamos cinco dias isolados, porque eu tinha a minha família em casa e eu tinha acabado de vir do hospital, não queria levar coronavírus para a aldeia e dizerem que eu fui a culpada por levar o vírus. Então eu tive todo cuidado de passar álcool em gel, usar máscara, não ter contato. Foi isso quando eu saí do hospital. Quem me ajudava bastante e sempre esteve comigo foi a minha mãe e é a minha mãe que está comigo. Ela me ajudou muito a superar e aprender, porque você renasce, você tem outro sentimento, outra visão, você não pensa mais só em si. Tem um ser humano seu ali no mundo que você precisa educar, precisa de amor, carinho, precisa dar comida… então… outra Andressa renasceu, a Andressa mãe, sabe? A Andressa com mais responsabilidade com mais amor, respeito, porque eu tinha colocado um ser vivo no mundo. No mundo que a gente está vivendo é muito precário você criar uma criança e ela seguir o caminho do bem, sabe? E foi isso… eu amamentei até os cinco meses. Ele recém-nascido, a minha mãe estava do meu lado, dormindo comigo, por ela ter medo de acontecer alguma coisa até o umbigo cair. O meu esposo estava ali, o que ele podia fazer, ele estava do meu lado. A minha avó vinha com banho para curar as dores, para cicatrizar a cirurgia e, também, com a defumação para tirar o vírus do ar de dentro do quarto, da sala, da cozinha. Ela sempre vinha com essa defumação porque ela falava: “filha, eu não quero que você pegue corona. Todos os dias eu virei fazer defumação para te proteger”. Porque é uma coisa que a gente acredita. E eu também usava álcool em gel sempre. Ficava nos cuidados ali, não saí. Foi a época em que Feijó ‘teve’ vários casos, né? Fechou a cidade. Aí eu não saí mais, fiquei isolada na aldeia junto com meu esposo e minha família. Hoje, quem me ajuda é minha mãe, ela sempre me ajudou durante a gestação até o pós-parto sempre me aconselhando. Eu tive meu bebê na maternidade de Feijó e fui direto para a aldeia. Depois da aldeia, quando se passou a férias, eu tive que voltar para fazer as provas. Meu filho está na aldeia, mas eu sempre com aquele cuidado, aquela preocupação por ele estar na aldeia… por outro lado eu tenho medo de alguém chegar lá contaminado, com corona e passar para o meu filho e para minha mãe. Eu tenho a precaução de chegar lá, porque eu estou em Rio Branco. Quando eu chegar lá, vou tomar certos cuidados para ir até ele, pegar ele e ficar com ele.

CAMILA: A faculdade te concedeu algum tipo de licença para cuidar do seu filho? Ou você logo teve que voltar para as aulas?

ANDRESSA: Não concedeu, porque não fui atrás. As aulas já eram online por motivo de pandemia, então deu conta de estudar e cuidar do Tekamana.

CAMILA: Entendi… realmente era um direito seu, né?

ANDRESSA: Sim.

CAMILA: Você veio para Rio Branco para acompanhar as aulas e trouxe o bebê? E depois que vocês já estavam aqui, sua mãe resolveu levá-lo para aldeia? Como é estar longe dele?

ANDRESSA: Sim. É muito difícil, mas ao mesmo tempo foi preciso porque é o futuro dele também, e agora estou ajudando o meu esposo no trabalho dele. Eu durmo e acordo pensando nele.

CAMILA: Imagino… Quanto tempo você ainda tem para se formar?

ANDRESSA: Mais dois anos.

CAMILA: Sua faculdade é aqui em Rio Branco? Esqueci o nome dela… o curso é enfermagem, né?

ANDRESSA: Faço faculdade aqui sim, na UNIP. Sim, enfermagem.

CAMILA: Alguém na sua família pegou Covid? Você pegou? Perdeu alguém para a doença?

ANDRESSA: Sim, tive dois dias de sintomas, mas não fiz o teste. Acho que não peguei. Sim, perdi muitos parentes próximos.

CAMILA: O Zezinho disse que teve… ele chegou a fazer o teste? Você teria pegado na mesma época que ele?

ANDRESSA: Sim, ele pegou na aldeia dele. Eu estava na minha aldeia, em Feijó. Mas isso aconteceu meses depois.

CAMILA: Depois que a pandemia começou você fez algum tratamento da medicina tradicional ou tomou algum remédio para prevenir de pegar a doença?

ANDRESSA: Sim, tomei chás medicinais e banhos.

CAMILA: Você continua fazendo esses tratamentos?

ANDRESSA: Agora estou só tomando chá.

CAMILA: Você ou a sua família tiveram alguma perda de rendimentos? Precisaram de pedir auxílio emergencial?

ANDRESSA: Sim, tivemos. Precisamos.

CAMILA: E conseguiram receber? A gente ouve muita gente dizer que não conseguiu receber.

ANDRESSA: Muitas não.

CAMILA: E o que ficou para você de lição de vida nessa pandemia?

ANDRESSA: Então… eu não consegui descrever por mensagem de texto qual lição de vida ficou dessa pandemia. Falando como mulher, mãe e indígena… Como indígena a gente valorizou mais a floresta, valorizou mais os conhecimentos tradicionais… deixando de viver a vida do não indígena, dos alimentos industrializados, de estar na cidade, de estar tendo contato com os não indígenas. Como mãe, nessa pandemia, fiquei mais forte, sabe? Dando mais valor à vida, de estar mais perto, estar mais presente… deixar muito essa vida de rede sociais, sabe? De estar mais presente, de ver os dentes crescendo, andando e chamando pelo nome ‘mamãe’, né? De ver esses certos detalhes de um filho, conversar mais, saber mais sobre o filho. Como uma cidadã acho que mudou muita gente. A pandemia mudou algumas pessoas para melhor e outras para pior, né? Vi que precisamos dar mais valor à vida, não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje. Estar mais presente na família, na vida das pessoas que a gente ama.

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