Eu, Natan de Lima França, entrevistei no dia 8 de dezembro de 2020, Maria da Liberdade Pereira da Silva Braga. Branca, nascida em Tarauacá, tem cinco e milhos e é moradora do bairro João Eduardo. Tem 41 anos e trabalha como gestora pública. Atualmente mora com 4 filhos, esposo, nora e neta.

 Covid-19. Auxílio. Grupo de risco.

Para ela, a maternidade sempre foi ótima, tendo uma relação boa com os filhos e jamais desenvolvendo problemas com a maternidade. Dentro de casa, sempre procura dividir as tarefas. Enquanto o pai trabalha fora, seus filhos se dividem nos afazeres domésticos, além de arrumar o próprio quarto. Com o decorrer da pandemia, as tarefas domésticas passaram a aumentar drasticamente. Os cuidados com a higienização, tanto da casa quanto dos alimentos comprados, passaram a ser em dobro.

Ela disse que ficou sabendo da pandemia através dos jornais, especificamente por meio da televisão. Assim que surgiram os primeiros casos na cidade, confessa que ficou assustada, mas não chegou a entrar em pânico. Relatou que desde o início da pandemia teve preocupação com o cuidado de saúde da família:

 “Sempre tive o cuidado de manter as vacinas dos filhos em dia e levava para fazer exames de seis em seis meses. A única pessoa que requer uma atenção especial em questão a saúde, é meu esposo que tem pressão alta [grupo de risco do novo coronavírus]”.

A convivência entre oito pessoas sempre foi cercada por muito diálogo. Buscava sempre deixar os filhos tranquilos a respeito do vírus, incluindo na programação da família ver filmes e séries juntos. Sobre a vivência dos filhos, Maria da Liberdade relatou que:

“Meu filho caçula e minha neta estão achando ruim não estarem indo à escola. Mas estão estudando em casa, fazendo todas atividades e provas que os professores mandam pra eles. Meu filho mais velho trabalhava e perdeu o emprego, mas foi aprovado pra receber o auxílio emergencial. Um dos meus filhos chegou a pegar o novo coronavírus, mas não sentiu muitos sintomas. Eu também fiz o exame e deu positivo, mas não ficamos assustados. Fizemos o tratamento e ficamos bem”.

Além do uso de medicamentos, a família toda fez o uso de chás como cuidado especial contra o coronavírus. Quando seu filho testou positivo para Covid, ele evitou sair de casa, não mantendo contato com outras pessoas. Permaneceram todos juntos em casa. Nesta fase de quarentena, perdeu muitos amigos próximos em decorrência do vírus.

Quando questionada sobre suas perspectivas para o futuro, disse que a maior expectativa é a vacina. “Enquanto não tivermos uma para ficar imunes, não tem como planejarmos muita coisa. Esse vírus nos mostrou que não tem ninguém melhor que ninguém. O vírus veio pro rico e pro pobre, que independente da classe social, várias pessoas perderam sua vida por causa da Covid” concluiu.

 

 

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