Eu, Natan Di França, realizei a entrevista e coleta de relato com Marta Carmos Viana no dia 10 de outubro. Mãe de três filhos, nascida em Xapuri (interior do estado do Acre) mudou-se ainda jovem para capital Rio Branco. Possui 41 anos e atualmente mora com seu esposo e filhos.

Covid-19. Mãe de três filhos. Perda de familiares. Momento pandêmico. 

Marta Viana relatou que a relação com seus filhos sempre foi bastante tranquila, ainda que tenha pensamentos e crenças distintas destes. Ser mãe sempre lhe pareceu uma tarefa desafiadora, contudo, jamais digna de arrependimento. Com o início da pandemia suas preocupações maternas dobraram, sua ansiedade e medo de possível de contaminação em vários momentos a cegavam. Com o momento de quarentena a rotina passou a ser diferente para os demais: passaram a cooperar nas atividades domésticas, ainda que com pequenos afazeres.

De fato, a saúde sempre foi a maior preocupação de Marta. Seu espírito materno protetor, em vários momentos falava mais alto e buscava incessantemente a realização dos cuidados essenciais contra o vírus. A preocupação, o medo, a ansiedade, giravam em torno não somente de si, também se debruçava sobre os entes e demais pessoas. Ao descobrir o surgimento e permanência do vírus pelos jornais, tratava advertir diariamente sua família sobre os cuidados e práticas de higienização.

A pandemia e quarentena lhe causaram extremo estresse. A rotina doméstica tornou-se logo cansativa. O confinamento com cinco pessoas tornou-se monótono e o único momento de lazer era o de sentar-se frente a TV e assistir séries. Durante a pandemia toda sua família se infectou pelo novo coronavírus, e ela teve que internar-se juntamente com seu filho mais novo de 10 anos. Este foi, indiscutivelmente, o momento em que mais sentiu-se fragilizada e impotente. Neste momento Marta Viana firmou-se em sua fé cristã.

A pandemia trouxe perdas de familiares distantes e a união dos que estavam próximos. Os filhos, ela e o marido, venceram a doença e continuam em isolamento. Marta relata que o momento pandêmico trouxe como aprendizado a valorização da vida e união com o próximo. Agradece, acima de tudo, a Deus por até aqui manter-lhe de pé.

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