Eu, Natan Di França, realizei no dia 17 de outubro o contato com a entrevistada Kellen Cristiana Silva de Souza. Ela tem 39 anos e nasceu em Rio Branco, no Acre. Possui um filho de quatro meses e atualmente mora como seu marido.

Coronavírus. Dificuldades que teve para engravidar. Momento cinematográfico. 

Kelen relatou que a maternidade sempre foi seu maior sonho. Suas expectativas, embora altas, colidiram com a dificuldade que teve em engravidar. Quando recebeu o resultado que confirmava sua primeira gravidez, sua felicidade tornou-se imensa e completa. Nos meses que se seguiram a pandemia surgiu no Brasil, o novo coronavírus já estava circulando pela cidade. Kellen relatou que este momento foi cinematográfico, seus medos e receios a cercavam em um cenário quase apocalíptico: “Jamais imaginei estar grávida e parir um filho no meio de uma pandemia.”

 

 

Anteriormente a pandemia ela e seu esposo sempre realizavam a divisão de tarefas domésticas. Naturalmente, após o início da quarentena este processo tornou-se maior e intenso. O momento os fortificou como casal, melhorando o diálogo e a relação. Com a redução da carga horário de trabalho, a família passou a unir-se mais cotidianamente. A chegada da pandemia foi um susto para todos, eles chegaram a pensar que o vírus iria embora o quanto antes. A realidade mais uma vez colidiu com suas expectativas, a pandemia mostrou-se mais demorada e a quarentena e isolamento social uma regra geral a ser seguida.

 

 

A preocupação atualmente se desdobra sobre os pais, agora avós. Ambos de idade, possuem algumas debilitações que se tornam preocupantes para a possível contaminação pela coronavírus. Kellen relata que por se serem de grupo de risco, todas as visitas realizadas aos seus pais foram feitas com cuidado. Sua preocupação estende-se a medida que a pandemia ainda persiste, o crescimento de seu filho em uma realidade pandêmica é um fato assustador, afirma.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *