No dia 19 de outubro do corrente ano, eu, Keyth Melo, iniciei uma entrevista com Maria Freitas. A entrevista foi bem espaçada devido ao tempo disposto pela entrevistada. Após ler e aceitar os termos que regem este projeto e pontuar que a entrevista seria por mensagens no aplicativo WhatsApp, iniciamos.

Maternidade. Home office. Psicológico. 

Natural de Rio Branco, no Acre, Maria Freitas, nascida em 05 de fevereiro de 1983, parda, moradora do bairro Vila Acre, divide a casa com o esposo e a sua única filha. Com nível superior completo, é contadora e trabalha juntamente com seu esposo.

Maria, no início da quarentena, passou por momentos atribulados. Entretanto, considera “tranquilo” exercer a maternidade nesse momento pandêmico e ressalta que foi um momento de “aproximação”. Contudo, afirma que sentia-se angustiada quando sua filha precisava sair de casa para resolver algo. “Foi angustiante!”.

Quando questionada sobre ajuda nas atividades rotineiras da casa, diz que sua filha, de 18 anos, é seu braço direito e ajuda muito, além de ser bastante responsável.

Ao falarmos sobre relação familiar, profissional e psicológica, Maria afirma sentir bastante falta da prima e do irmão, que eram suas visitas constantes.

Acerca do trabalho, seu labor diário é na modalidade home office, e nesse sentido, sendo contadora, afirma ter recebido novos clientes e que “graças à Deus, estamos conseguindo desempenhar um bom trabalho”.

Psicologicamente, é uma montanha russa, em seu dizer. Há a cobrança interna que extrapola os próprios limites e, segundo sua experiência, “isso adoece, mas tenho trabalhado bastante neste sentido”. O sentido é de controlar a ansiedade.

Ainda sobre o home office, não afetou muito sua rotina, pois Maria já trabalhava nessa modalidade antes da pandemia. Porém, diz que o difícil é manter o distanciamento, segurar a vontade de cumprimentar as pessoas, que aos poucos vão tendo contato, calorosamente, como fazia outrora.

Em tudo o que a pandemia trouxe de novo para Maria, seu aprendizado maior na maternidade foi ter empatia pelas causas da filha. Colocar-se em no lugar  dela, “sentir a dor, compreender, ouvir e conversar”.

Acerca do futuro, Maria diz que pretende cursar psicologia, que a pandemia ensinou a valorizar cada momento e que ainda não pensou como será a vida da sua comunidade daqui para frente.

Ainda diz que “os novos dias trarão novas experiências e não cabe, ainda, focá-lo”.

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