Eu, Keyth Melo, iniciei a entrevista com Naira no dia 08 de outubro de 2020. Por causa da rotina com um recém-nascido e um filho de 3 anos, pudemos finalizá-la somente no dia 4 de novembro.

Maternidade. Puerpério. Home office. 

Naira Fernandes, nascida em 31 de julho de 1989, é moradora do bairro Abacabeira, casada, psicóloga e mãe de dois filhos, Luiz Felipe, de 3 anos e cinco meses, e Pedro Gabriel, de 5 dias.

“Uma experiência única na minha vida!”, diz Naira sobre o exercício da maternidade na pandemia.

Alegando ser “bem família”, Naira considera “tranquilo” o fato de não precisar se locomover ou receber visitas durante esse período pandêmico.

Estando gestante à época do início da quarentena, coube aos pais inventar brincadeiras e jogos lúdicos para o filho mais velho, bem como explicar sobre a importância de estar em casa em dias atípicos.

Na data desta entrevista, Naira desfrutava do puerpério e coube ao seu esposo assumir todas as atividades do lar. Porém, o tempo com o primogênito foi dividido e houve necessidade de novas adaptações. Assim, sobre a divisão das tarefas do lar e cuidados com os filhos, Naira se considera uma mulher de sorte por ter um esposo dedicado, em suas palavras, diz:

Eu tenho ajuda do meu esposo né? Graças a Deus o meu esposo, ele é fora de série, né?. Ele me ajuda muito dentro de casa em relação a fazer comida, lavar roupa, dar banho nos meninos, dar de comer e brincar com mais velho e explicar sobre a condição de resguardo da mãe e suas limitações.

Sobre o convívio familiar, Naira afirma que sua relação familiar melhorou muito, e pontua o amadurecimento do filho mais velho.

Quando questionada sobre o trabalho, Naira, que é psicóloga educacional, alega que a relação profissional ficou abalada e indagava como daria assistência psicológica em casa. Entretanto, a instituição onde exerce seu ofício tomou medidas para que seu trabalho fosse transformado em home office, e os alunos e pais fossem amparados psicologicamente. O lado negativo é a inconstância do serviço de internet.

Olhando para si, Naira afirma que seu psicológico, nesse momento, “tá bem tranquilo”. Isso porque, como sendo uma pessoa apegada à família, estar em casa e cuidar exclusivamente do filho tem sido “gratificante” e “tranquilizante”.

Doutra sorte, seu esposo precisa trabalhar fora e, sendo assim, se expõe aos riscos da contaminação por Covid-19. Ressalta que ela e toda sua família fazem parte do grupo de risco, portanto, o medo é uma constante na vida deles.

Acerca do que a pandemia trouxe de novo para a sua vida como mãe, Naira afirma que foi o desfrutar da vida no lar e com sua família, dedicando tempo aos cuidados do filho mais velho, e pontuando que esse sempre foi seu sonho. Desta forma, declara que foi/é “uma experiência única na minha vida”, e não desanima apesar de considerar que há mais trabalho a ser feito.

Pontua ainda a saudade da rotina corriqueira dos dias trabalho, mas ressalta que a pandemia a ensinou a dar valor tudo aquilo que Deus lhe deu, sua família, e sobre tornar o lar um lugar verdadeiramente aconchegante.

Sobre o futuro, Naira diz que seus planos consistem em investir na educação dos seus filhos e poder ser uma mãe presente na vida deles.

Profissionalmente, sente-se realizada. Aprendeu que “nosso tempo é valiosíssimo, e deve ser gasto com quem a gente mais ama” e espera que as pessoas tornem-se mais conscientes e desenvolvam o respeito ao próximo.

Acompanhe a entrevista completa aqui:

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